O processo contemplou as etapas de análise documental, avaliação técnica e avaliação físico-financeira, em conformidade com os critérios estabelecidos no Termo de Referência. Ao todo, foram recebidas 14 propostas, demonstrando a alta relevância do tema, o grande interesse e a elevada capacidade técnica das organizações participantes.
Cumpridas todas as etapas de avaliação, a proposta que obteve a pontuação final mais elevada foi a apresentada pela FUNDAÇÃO DE APOIO À UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – FUSP (CICS USP / Escola Politécnica da USP). A formalização da contratação está condicionada ao cumprimento integral dos requisitos previstos no Termo de Referência e às etapas finais de aprovação institucional.
Os resultados dessa entrega fornecerão subsídios para a elaboração, prevista para 2027, do Roteiro de Descarbonização para o Setor da Construção Civil — documento estratégico que reunirá as diretrizes para o aprimoramento de políticas públicas, instrumentos regulatórios, sistemas de informação e soluções técnicas sustentáveis.
O CBCS agradece a todas as organizações participantes e reconhece o esforço empregado na elaboração das propostas, bem como a qualidade técnica dos trabalhos apresentados. A ampla participação registrada nesta seleção reforça a importância da construção coletiva que será necessária nas próximas etapas. Por isso, contamos com a continuidade da contribuição das empresas, universidades, entidades setoriais, instituições públicas e demais especialistas ao longo das atividades previstas para 2027.
Para mais informações sobre o Projeto EDinova, acesse: https://giovannimiconi1788277270000.0500147.meusitehostgator.com.br/
]]>As respostas devem ser lidas em conjunto com o Termo de Referência e seus formulários, observadas as condições, prazos, critérios de elegibilidade, conteúdo das propostas, produtos, entregáveis, validação e demais requisitos nele estabelecidos. Este FAQ não substitui o Termo de Referência nem altera suas condições, salvo quando houver comunicação oficial expressa nesse sentido.
]]>O especialista deverá desenvolver e aplicar metodologia baseada em Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), visando estimar a pegada ambiental das edificações e do setor da construção civil no Brasil, considerando os fluxos de massa, energia e as emissões de gases de efeito estufa (GEE), podendo contemplar outros indicadores ambientais tecnicamente justificados pela metodologia adotada.
O serviço deverá produzir uma linha de base nacional (baseline) anual de massa, energia e emissões de gases de efeito estufa associadas às edificações brasileiras e sua cadeia produtiva, constituindo referência técnica para:
Os produtos e entregáveis são Estruturação metodológica; Estruturação e consolidação das bases de dados; Estimativa da pegada ambiental nacional; e Consolidação, comunicação e sustentabilidade metodológica.
A oportunidade é aberta para profissionais ou organizações que comprovem a formação de equipe com experiência em Avaliação do Ciclo de Vida (ACV); Pegada ambiental; Emissões de gases de efeito estufa; Modelagem ambiental; Estatística aplicada; Desempenho ambiental; Setor da construção civil; Eficiência energética em edificações; e Bases de dados ambientais.
Será considerado diferencial a experiência em Input-output ambiental (EEIO); Inventários nacionais; Políticas públicas climáticas; Bancos de dados ambientais; e iniciativas internacionais relacionadas à descarbonização do ambiente construído.
O contrato será de 180 dias, com atuação de forma remota e com disponibilidade para reuniões presenciais e atividades de campo conforme planejamento do projeto.
Os(as) interessados(as) devem enviar para [email protected] (com cópia para [email protected]), até o dia 3 de julho de 2026, a proposta comercial (técnica e financeira), expressando o interesse pela prestação de serviço, acompanhada dos seguintes documentos:
* documento legal de constituição (cartão CNPJ) atualizado e compatível com o ramo de atividade relacionado ao objeto do Termo de Referência;
* currículo completo de cada um dos membros da equipe prevista para a realização das atividades do serviço;
* portfólio que demonstre a capacidade técnica de cada um dos membros da equipe na execução de serviços similares ao especificado no Termo de Referência.
As informações completas estão disponíveis no Termo de Referência. Clique aqui para acessar.
O Projeto EDinova é uma iniciativa financiada pelo Global Environment Facility (GEF), implementada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA/UNEP) e liderada e executada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em coexecução com o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS).
Seu objetivo é promover a descarbonização das edificações e do setor da construção civil no Brasil por meio da adoção de tecnologias e políticas públicas inovadoras, abordando de forma integrada o carbono incorporado nos materiais e processos e o carbono operacional ao longo do ciclo de vida das edificações.
MCTI lança EDinova para acelerar descarbonização da construção civil no Brasil
EDinova: Descarbonização das edificações e do setor da construção civil no Brasil
A iniciativa responde a duas urgências centrais: a climática, diante do papel da construção civil nas emissões de gases de efeito estufa, e a social, relacionada à necessidade de qualificar moradias, escolas, edifícios públicos e infraestruturas urbanas. O projeto busca estimular uma construção mais inteligente, eficiente e sustentável, com apoio à inovação tecnológica, à gestão do conhecimento, à articulação federativa e ao desenvolvimento de novos processos, materiais e soluções construtivas.
O EDinova foi concebido de forma colaborativa e reúne diferentes níveis de governo, organismos internacionais, instituições financeiras, universidades, centros de pesquisa, empresas, entidades técnicas, setor produtivo, academia e sociedade civil. A proposta parte do entendimento de que a transformação exigida pelo setor não pode ser conduzida por um único ator, mas por uma rede capaz de integrar políticas públicas, financiamento, conhecimento técnico e inovação.
Durante o lançamento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que o projeto conecta sustentabilidade, inovação e desenvolvimento social. “A inovação é essencial para resolver problemas reais da população: moradia digna, cidades mais resilientes, custos de energia reduzidos, empregos qualificados. O EDinova busca conectar todos esses pontos”, afirmou.
A descarbonização da construção civil envolve apoiar empresas no desenvolvimento de novos processos, materiais e soluções construtivas. Para isso, o EDinova dialoga com instrumentos de fomento já desenvolvidos pelo MCTI, como programas de apoio a empresas, linhas de financiamento para projetos inovadores e mecanismos de estímulo ao empreendedorismo tecnológico, com o objetivo de fazer com que os resultados cheguem ao mercado e aos canteiros de obra.
O projeto também terá caráter federativo, ao envolver estados, municípios e políticas locais de habitação, licenciamento, planejamento urbano e infraestrutura. A iniciativa busca construir, junto aos entes subnacionais, condições regulatórias, técnicas e financeiras para que edificações de baixo carbono avancem de forma concreta no país.
Outro eixo será a gestão do conhecimento, com foco em enfrentar a dispersão de informações, a falta de dados comparáveis e a dificuldade de acesso a ferramentas confiáveis de avaliação ambiental. O EDinova atuará no alinhamento entre plataformas de informação e instrumentos de cálculo de indicadores ambientais, ampliando a transparência, a segurança para investidores e a capacidade técnica de projetistas, construtores e gestores públicos.

O EDinova será conduzido por um comitê diretivo presidido pelo MCTI, com participação de instituições estratégicas do governo federal, e assessorado por um conselho técnico consultivo formado por especialistas dos setores público e privado. A iniciativa também contará com parceria do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e irá gerir quase R$ 50 milhões em recursos não reembolsáveis do Global Environment Facility (GEF), além de mais de R$ 300 milhões em contrapartidas de diversos ministérios.
A representante interina do PNUMA, Beatriz Carneiro, destacou que a transformação do setor de edificações exige ação conjunta. “O setor de edificações e construção tem um papel fundamental na agenda climática global. A transformação envolve não apenas novas edificações, mas também retrofit, eficiência energética, resiliência climática e melhor planejamento urbano”, afirmou.
Além das emissões associadas aos materiais e aos processos construtivos, os prédios continuam consumindo energia durante toda a vida útil. Por isso, o EDinova também considera ações de retrofit, conforto térmico, eficiência energética e planejamento urbano, com foco na redução de custos operacionais ao longo do tempo.
Para o ministro substituto do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a iniciativa contribui para transformar políticas climáticas em ações concretas. “Para nós, não basta fazer um bom plano. O desafio é implementar. E o que estamos fazendo aqui hoje é dar mais um passo importante, aliando ciência, conhecimento, articulação com setores de governo e participação da sociedade”, disse.
O projeto também se conecta à agenda de adaptação climática, especialmente em escolas, moradias e equipamentos públicos. Edificações mais eficientes podem reduzir a necessidade de climatização artificial, melhorar o conforto térmico e contribuir para ambientes mais adequados à aprendizagem, à convivência e ao trabalho.
O presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), Prof. Orestes Marraccini Gonçalves, afirmou que o EDinova ajuda a integrar conhecimento técnico, políticas públicas e soluções já existentes. “O momento é de integrar tudo o que tem sido feito e não reinventar a roda. Essa articulação é fundamental para transformar conhecimento em soluções concretas e efetivas no caminho da descarbonização”, declarou.

Prof. Orestes Marraccini Gonçalves, presidente do CBCS: “Essa articulação é fundamental para transformar conhecimento em soluções concretas e efetivas no caminho da descarbonização”.
A iniciativa também reforça a estratégia brasileira de desenvolvimento sustentável. O Brasil é reconhecido internacionalmente pela participação de fontes renováveis em sua matriz energética, com cerca de 50% da energia total e 90% da energia elétrica de origem renovável. Com o EDinova, o país busca ampliar essa agenda para a construção civil, setor ligado ao crescimento urbano, à infraestrutura e à qualidade de vida da população.
A expectativa é que o projeto fortaleça a agenda de edificações de baixo carbono e amplie a aplicação de soluções sustentáveis em diferentes regiões do país. Para o MCTI, a iniciativa coloca a construção civil como parte da resposta brasileira à mudança do clima, com impacto direto na inovação, na infraestrutura urbana e na vida da população.
Saiba mais sobre o EDinova e conheça as formas de participação do projeto em edinova.org.br
Entre os desafios mais impactantes estão a falta de integração entre as políticas públicas das três esferas de governo, o acesso ainda limitado a financiamentos e novas tecnologias, a pouca conscientização sobre o tema e a insuficiência de conhecimento consolidado e capacitação técnica. Considera-se, ainda, a alta informalidade do setor da construção civil, que alcança 80% em algumas regiões, o que dificulta a adoção de práticas inovadoras e a padronização de materiais de qualidade.
Para enfrentar esses e outros desafios rumo à descarbonização, o Projeto EDinova vai atuar em quatro frentes:
A iniciativa é financiada pelo Global Environment Facility (GEF), implementada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA/UNEP), liderada e executada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em coexecução com o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). “Criamos um arranjo institucional robusto de governança para o projeto que une diversos ministérios, a academia e a sociedade civil organizada. O EDinova é uma construção coletiva e convidamos todos a participar”, destaca Clarice Degani, diretora executiva do CBCS.
O evento de lançamento será realizado presencialmente, das 9h às 12h30, no Auditório Renato Archer do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), localizado na Esplanada dos Ministérios, Bloco E, em Brasília (DF), e terá transmissão ao vivo pelo canal do MCTI no YouTube.
Na ocasião, serão apresentados o arranjo de implementação do projeto, as ações previstas para o primeiro período de execução e o papel das instituições parceiras e demais atores envolvidos.
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9h – 9h30
Credenciamento e café de boas-vindas
9h30 – 10h30
Abertura institucional
Pronunciamento de autoridades
Construção Sustentável (CBCS)
10h30 – 11h10
Painel
Descarbonização das edificações e do setor da construção no Brasil
Moderação: Maria Salette Weber – Diretora do Conselho Deliberativo do CBCS
11h10 – 11h50
Apresentação do projeto EDinova
11h50 – 12h30
Perguntas e esclarecimentos
